quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Diário de Viagem: Berlim - Capítulo 7

02.06

Últimas horas em Berlim e a difícil decisão de que ver no pouco tempo que resta.

A escolha foi pelo Pergamonmuseum, talvez o mais famoso da Ilha dos Museus, e que tem uma coleção de esculturas de cair o queixo.



[Dica: se escolher um sábado para ir até lá, saiba que neste dia o museu abre às 10h]

Eu disse esculturas, mas o hall nobre - por assim dizer - abriga, nada mais, nada menos que o Altar de Pergamon: simplesmente fantástico! E gigantesco!!!

Grandioso também é o Portal do Mercado de Mileto - na sala ao lado - ou o Babilônico Portão Ishtar. Valem, e muito, a visita.

[Dica: quando se cansar da típica - e pesada - comida alemã, procure a Trattoria Peretti. Ao lado do Domo de Berlim e pertinho da Ilha dos Museus, tem comida saborosa e cheia de aroma! O pão é imperdível!]



Ainda imbuído do espírito crítico dos guias de ontem, fiquei pensando se não estamos no Brasil num momento de excesso de auto-crítica.

Explico, já que não quero dizer que a luta por fazer as coisas de maneira correta seja ruim.

Por muitas vezes ouvi - e falei, óbvio - que o bom estava fora, que lá no exterior é que as coisas funcionam, "veja a pontualidade britânica!", "fiem-se na eficiência alemã" e por aí vai.

Isso parece que nós, brasileiros, não temos virtudes e que eles, os europeus, desenvolvidos, são só virtudes!

O que me fez lembrar, e invocar um segundo, terceiro, décimo, quadragésimo nono - sei lá quantos já não tiveram essa mesma ideia - Manifesto Antropofágico!

É! Semana de Arte Moderna! 1922! Oswald de Andrade! Mário de Andrade! Porque é que não podemos olhar pra fora com uma visão de encontrar o que é bom e incorporar ao que já temos de positivo?

Bom, já filosofei demais. Só me resta agora me despedir de Berlim, da Alemanha, da viagem e aguardar a próxima!

Auf Wiedersehen!

Diário de Viagem: Berlim - Capítulo 6

01.06

Hoje peguei a "linha 2" do ônibus turístico que usei ontem. O trajeto inclui outras atracões fora do circuito clássico berlinense.

De certa forma me surpreendi com o tom crítico e irônico do guia sobre alguns aspectos da realidade alemã e o "german way of doing things", se é que me entende.

Um exemplo: quando chegamos na estação central de trem da cidade, inaugurada em 2006 por conta da Copa do Mundo, o comentário dele foi de que aquela gigantesca construção teria custado apenas sete (7!) vezes mais do que o planejado e teria diminuído o tempo de viagem a Paris em - míseros - dois (2!) minutos.

Qualquer semelhança com os dias que vivemos no Brasil e as discussões sobre as obras para a Copa e os Jogos Olímpicos (não) é mera coincidência!

Outro ponto que me chamou a atenção durante estes dias em Berlim foi uma sensação - que pode ser apenas isso - de que toda essa exposição sobre nazismo e Muro de Berlim pode represar sentimentos nacionalistas nos alemães.

Não sei se eles se acostumam em ver e ouvir isso todos os dias, mas eu - nos poucos dias que fiquei aqui - me impressionei com a suposta naturalidade com que eles lidam com essa história.

Me pergunto, inclusive, se o fato de praticamente todos falarem inglês não é excesso de influência da época em que os americanos por aqui estiveram.

Como exemplo, em Paris - e a França foi uma das vencedoras da 2ª Guerra junto com os EUA - não se vê essa disseminação toda do idioma.

Pode ser uma mega teoria da conspiração, mas alas políticas mais nacionalistas estão ganhando força por aqui e, lembrem-se, foi uma onda dessas que levou Hitler ao poder depois da 1ª Guerra...

Por outro lado, a extrema proximidade entre os países e a intensa relação entre eles - especialmente depois do advento da União Europeia - pode ser determinante para que praticamente em todos os países se fale inglês para manter a comunicação aberta e facilitada entre eles.


Se você quer saber mais e ver como era o Muro durante 1961 e 1989, o lugar a visitar é o Gedenkstätte Berliner Mauer. Ali é possível ver um trecho do Muro (são dois muros na verdade!) antes da queda e ver um pouco mais da sua história num museu a céu aberto. Não deixe de subir numa plataforma para ter a visão por cima!




Agora, se o que você gosta é de arte, vá até a East Side Gallery. Ali, no maior trecho do Muro ainda em pé, vários artistas pintaram pedaços do Muro com sua arte! Obras clássicas e bela vista do rio que corta a cidade, além de poder comprar um pedaço do Muro na loja de souvenir que fica ali.




A atracão que eu mais esperava ver nesta parte do passeio era um bunker - abrigo de guerra - da época da 2ª Guerra aberto a visitação.

Por um golpe do destino e pela infinidade de obras existentes na cidade, fiquei preso num engarrafamento dentro do ônibus e não cheguei a tempo de pegar a visita guiada em inglês.

[Dica: se você quer visitar o bunker preste atenção para os horários das visitas em inglês - a não ser que você entenda alemão, o que não é o meu caso. Duas opções no período da tarde: 13h e 16h]


Entrada do Bunker de Guerra

Como não consegui ver o bunker segui no ônibus até a Karl-Marx-Allee, uma larga alameda do lado oriental da cidade e que servia para os desfiles militares e comemorativos da Alemanha Oriental.




Achei impressionante a semelhança do lugar com algumas das avenidas de Brasília! Não sei se Niemeyer bebeu dessa fonte ou se é piração minha...

Enfim, a avenida começa num portal com duas altas colunas - não fui até lá, é muito longe (essa é uma das dicas dos guias: Berlim é muito grande e as distancias podem enganar, portanto cuidado achando que tudo é perto ou você vai andar um bocado) - e termina na Alexanderplatz.

Diário de Viagem: Berlim - Capítulo 5

31.05

Sabe um dos hábitos legais que as pessoas têm aqui? Num café ou restaurante, por exemplo, cada um tira a louça suja da mesa e leva pra um lugar que os estabelecimentos destinam só pra isso.

Lógico que o comportamento pode não ser espontâneo, mas é incentivado e levado de maneira muito natural por todos. E é um negócio tão simples, só localizar a esteira ou bancada onde se recolhem os pratos sujos e levar o seu!


No tour com um daqueles ônibus especiais destinados a isso, passei pelos principais pontos turísticos da cidade - alguns que já tinha visitado a pé, outros não - e uma coisa me chamou a atenção.

Em vários lugares da cidade, ainda há pelo chão uma linha com pedras de calçamento antigas mostrando exatamente por onde passava o Muro de Berlim.

Se, como eles declaram abertamente, o que aconteceu no passado - especialmente o nazismo - é objeto de tanta exposição para que não se repita, o resultado, em mim pelo menos, foi alcançado.

Das aulas de história no que se refere a Hitler, nazismo e as grandes guerras, e um pouco da memória, dos fatos mais recentes de Guerra Fria e Muro de Berlim é impossível ver o traçado do muro e não se arrepiar com as lembranças...

Não deixe de passar pela Nikolaiviertel, uma vilazinha encravada no coração de Berlim, exatamente onde a cidade foi fundada. É tão tranquila que você até se esquece que está numa grande metrópole!



Do outro lado da cidade fica a Kaiser Wilhelm Gedächtniskirche, destruída durante os bombardeios da 2ª Guerra e que ganhou um memorial ao lado nos anos 1960.

Como ela está em reforma e apenas um salão inicial está disponível para visitação, não sei dizer se ela continua semi-destruída como em 1945. As imagens nesse mini-museu são impressionantes, desde a construção nos anos 1890!, passando pelo bombardeio em 1945 e a recuperação em 1961.


Se sua vocação são as compras, pertinho da igreja ficam várias lojas para você se esbaldar. Caminhe pelas ruas Kurfürstendamm e Tauentzienstrasse e certamente não vai se arrepender. É aqui tambem que fica a famosa loja de departamto KaDeWe.

Foi neste cantinho da cidade que descobri uma Starbucks que - pode ser sorte minha ou o acaso e isso ter acontecido apenas hoje - toca música brasileira. No tempo que fiquei lá o repertório de MPB foi de Chega de Saudade a Desafinado! Fica na - também famosa loja de departamento - Karstadt.

A Gemälde Galerie é mais um daqueles museus com um acervo fantástico e que não deve ficar de fora da lista de ninguém que goste de Rafael, Boticelli, Ticiano, Rubens, etc.

Corroboree
Fica num prédio que reúne uma série de atracões artísticas da cidade, o Kulturforum. Está bem próximo à Potsdamerplatz.

[Dica: aproveite que está no complexo onde fica a Gemälde Galerie e venha comer no Sony Center. Há uma série de restaurantes como o Corroboree, onde a Homemade Steak & Newcastle Brown Ale Pie (uma típica torta inglesa) é espetacular! Sem contar as batatas fritas com curry de acompanhamento...]


Diário de Viagem: Berlim - Capítulo 4

30.05

Tem dias que as coisas não dão muito certo, né?

Pois bem, foi mais ou menos isso que me aconteceu hoje. Não que o dia tenha sido perdido, longe disso - na verdade nunca acho que um dia num lugar diferente, numa viagem, seja totalmente perdido.

Vista interna do Deutscher Dom
Mas - e sempre tem um mas - os lugares que visitei hoje estão longe das coisas interessantes que vi durante a viagem e que já descrevi por aqui.

Comecei indo ao Deutscher Dom, construído para ser uma igreja mas que hoje abriga uma exposição sobre história política da Alemanha. Vejam que não é desinteressante, muito pelo contrário, especialmente para mim, que gosto do tema.

Mas - e olha ele aí de novo - a exposição é toda em alemão, o que complica e muito para mim, cujo domínio do idioma é muito próximo do zero...

Por outro lado, a exposição é inteiramente grátis e, se você tem tempo livre, vale a pena ver imagens importantes da historia alemã, além do prédio que é bem bonito.

Atravessando a bela praça em frente à Konzerthaus está outro Domo igualzinho ao Deutscher Dom, é o Französischer Dom, ou Domo Francês.

Ali a grande atracão é subir as escadarias para tentar uma vista alternativa da cidade a partir da região central. Ingressos a €3.

Französischer Dom

Bem atrás da Gendarmenmarkt, um cantinho para quem quer se sentir em Paris em plena Berlim! Uma das galerias mais famosas do mundo: Galeries Lafayette.

Em seus andares - em menor grau, é claro! - as opções em roupas, cosméticos e alimentação que te fazem "voltar" à capital francesa.

Lembrança de Paris

Através do subsolo ainda é possível visitar a Friedrichstadt Pasagen, uma das diversas galerias alemãs em Berlim.

Diário de Viagem: Berlim - Capítulo 3

29.05

O dia começa com a visita ao Jüdisches Museum, que mostra a história deste povo desde a fuga do Egito até os dias de hoje, depois da dizimação durante a 2ª Guerra.

[Dica: provar as especialidades indianas em Berlim é possível! Procure o Malashree, restaurante indiano que fica na esquina da Friedrichstrasse e da Rahel-Varnhagen-Promenade. Lugar tranquilo para um excelente almoço.]

Topographie des Terrors
Um lugar legal para conhecer é o Topographie des Terrors, museu aberto na antiga Sede da Gestapo e bem atrás de um trecho vivo do Muro.

A dica aqui é levar um boné e protetor solar, pois o sol da tarde castiga qualquer um que queira ver todo o material ali exposto. E de brinde, veja, toque - só não tire pedaço - de um trecho intacto do Muro.

O Checkpoint Charlie, ponto de entrada para o então setor americano de Berlim, vale mais pelo local que pelo museu que abriga.

Achei o museu meio bagunçado, muita informação estampada nas paredes e o espaço um pouco pequeno demais pra tudo isso. Agora, não se engane, é mais uma das aulas de história que se tem por aqui.

Checkpoint Charlie
Pra fechar o relato do dia, as figuras que frequentam o metrô por aqui não são tão diferentes de outras partes do mundo.

Numa das vezes topamos - eu e o restante dos passageiros - com um daqueles pedintes que no Rio entram nos ônibus entoando quase que um cântico do "eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando, mas estou aqui pedindo sua ajuda etc, etc, etc".

A segunda foi mais engraçada, já que a primeira provocou susto quando o sujeito entrou no trem pedindo nossa colaboração em voz alta...

À minha frente estavam dois italianos conversando quando um deles saiu numa determinada estação e o outro se pôs a falar ao celular, reclamando do mal sinal etc.

Nesse instante, dois músicos populares adentraram o vagão e começaram a tocar canções que o fizeram desistir definitivamente da conversa e cair na risada, assim como eu e dois americanos que assistíamos ao show sob o olhar incrédulo dos (acostumados, talvez) alemães.

Diário de Viagem: Berlim - Capítulo 2

28.05

Parece que a sina me acompanha. É a terceira cidade na Alemanha, depois de Dresden e Munique, em que eu chego e sempre tudo meio parado! Então, se tiver um curto período por aqui certifique-se de que eu não esteja pelas redondezas...

Brincadeiras à parte, parece que até ontem ocorreu o carnaval aqui em Berlim, então hoje a cidade está meio em marcha lenta.

Comecei indo ao Memorial aos Judeus mortos na 2ª Guerra (Holocaust Mahnmal). Tanto o passeio entre as "stelae" quanto a visita à parte interna são inteiramente grátis e valem muito a pena.



Logo ao lado fica o Portão de Brandemburgo, marco da história alemã e onde vários artistas de rua fazem suas mais diversas performances - desde soldados da 2ª Guerra ou oficiais da época da Guerra Fria em pleno ponto de passagem entre a Berlim Oriental e a Ocidental, até uma copia de Darth Vader!!!

Pra quem achou que era mentira...

[Dica: coma um currywurst numa das barraquinhas (chamadas por aqui de imbiss) espalhadas em frente ao Portão de Brandemburgo. São saborosos, tem baixo custo e você ainda se envolve na alma culinária berlinense.]


Se estiver na dúvida de qual museu visitar na Ilha dos Museus, vá ao Bode-Museum.

Com ingressos a €8 (acredito que haja alguma redução caso compra ingresso para outra atracão), pessoal muito atencioso e duas obras de Donatello e uma de Rafael é minha primeira escolha na Museumsinsel.



Você sabe como era a vida na Alemanha entre os anos 1960 e 1980? E do lado oriental, na antiga DDR (sigla em alemão para República Democrática da Alemanha, conhecida por nós como Alemanha Oriental)?




Pois é isso que você encontra no DDR Museum, num espaço totalmente interativo.

Uma série de objetos e maquetes - em tamanho real - que te levam desde a construção do Muro de Berlim até sua queda.

Berliner Dom
Destaque para a reprodução de uma casa da época, os carros - nos quais você pode entrar e se sentir dirigindo-os - e a sala de interrogatório.

Ali ao lado fica o Berliner Dom, a catedral da cidade, muito bem adornada por dentro e por fora, mas onde a simpatia do pessoal que ali trabalha passa longe.

Se a rudeza for muita não se intimide, tire um par de fotos e aproveite a praça e os gramados que estão logo em frente.

Diário de Viagem: Berlim - Capítulo 1

27.05

Está parecendo rotina: eu chegar na Alemanha e o país parado...

Aqui em Berlim a coisa não foi diferente, mas dou um desconto.

Chegar num bairro que parece bastante residencial - apesar de ser o centro da cidade - num domingo à noitinha teria o mesmo resultado em qualquer outra cidade do mundo.

Sai para jantar na Gendarmenmarkt, a praça onde fica a Konzerthaus e duas igrejas de cupulas idênticas: a Französischer Dom, de um lado, e a Deutscher Dom, do outro (uma pena essa segunda estar em obras, senão a imagem ficaria perfeita).

Konzerthaus

Por ali se encontram vários restaurantes, seja na própria praça, seja nas ruas que a ladeiam. Escolha um, peça um prato típico alemão, uma cerveja da casa e aproveite o ambiente onde músicos apresentam sua arte a céu aberto.

Amanhã, primeiro dia de fato em Berlim. Parece que tem muito a ser visto na cidade.

Promete!

Diário de Viagem: Budapeste - Capítulo 4

27.05

Mais uma manhã de trânsito. Do hotel para o aeroporto de Budapeste, para pegar meu voo, com escala em Amsterdam, para Berlim.

Traço comum que pode ser percebido entre os húngaros é que, apesar da cara fechada e a fala rude às vezes, eles são bastante cordiais.

Quando estiver em Budapeste não se assuste de cara e aproveite a cortesia húngara!

Sziá!


Diário de Viagem: Budapeste - Capítulo 3

26.05

O terceiro dia de Budapeste foi destinado ao Castelo de Buda. Buda (a cidade alta, por assim dizer) é uma das três cidades, junto com Peste e Obuda, que formam hoje a capital da Hungria.

Bem, lá em cima, o que se vê é muito mais que o castelo em si. É o que eles chamam aqui de Distrito do Castelo.

Mapa "explicativo" do Distrito do Castelo

É praticamente uma mini cidade, que conta, além do próprio castelo, com o Mátyás Templom (Catedral de São Matias), as muralhas construídas para proteção do castelo e onde se instalaram dezenas de restaurantes e alguns hotéis.

Mátyás Templom

[Dica: você pode comer no St. George Restaurant - à direita da saída principal da Catedral de São Matias. Afora a comida a preço bem razoável - eles têm menus (entrada, prato principal e sobremesa) a €9 - o andar de baixo, onde ficam os banheiros, é ao estilo medieval. Maneiríssimo!]

"Calabouço" do St. George Restaurant


Uma ideia de passeio é seguir a fortificação, sentando nos banquinhos para fazer uma pausa, admirar a paisagem, ouvir uma música, qualquer coisa vale.



No castelo você também pode treinar a pontaria. E não falo de tiro ao alvo, não. É arco e flecha, como nos velhos tempos. Eu tentei a sorte, mas não fui muito bem, nem a sorte de principiante me ajudou muito... Vale a brincadeira!

Arco e Flecha no Castelo de Buda

[Dica: não deixe de ver a apresentação dos "tocadores de tuba" (peço desculpas, mas não achei outro nome melhor) em frente à Catedral]



Dali, vá até a St. Gellert Hill (Colina de São Geraldo). É mais um lugar onde as belas fotos estão garantidas, já que a vista da cidade é simplesmente fantástica!

Vista da St. Gellert Hill

Para fechar o dia fiz o passeio de barco no Danúbio. Dura aproximadamente uma hora e te dá uma vista diferente da cidade.

Castelo de Buda visto pelo Danúbio

Parlamento visto pelo Danúbio

À noite fui ao Jack Doyle's, um irish pub - como praticamente todos os outros mundo afora - com boa música e boa comida. Na dúvida, sempre uma boa opção!


Diário de Viagem: Budapeste - Capítulo 2

25.05

Comecei o dia destinado a pegar o ônibus para, em uma volta, situar os principais pontos turísticos da cidade e, então, ver o que daria tempo de fazer hoje.

Por sorte, no dia anterior já tinha passado pela experiência de ser disputado - assim como qualquer transeunte, demonstrando ou não interesse - pelos agentes de vendas destes passeios.

Há três principais, que estão por toda parte e se lançam a sua frente sem dó nem piedade tentando te convencer a comprar o pacote dele porque "é melhor que os outros".

Bem, com os panfletos na mão e o guia na outra foi fácil decidir por qual escolher e traçar as paradas que gostaria de fazer.

Depois de uma volta completa na linha vermelha do Giraffe City Tour (o pacote inclui, além da linha vermelha, a linha amarela de ônibus e um passeio de barco pelo Danúbio que pode te deixar na Ilha Margareth), parei no Museu de Belas Artes daqui, o Szépmüvészeti Múzeum (relaxa, só coloquei o nome para futuras referências, não sei nem como começa a falar isso).

Entrada do Szépmüvészeti Múzeum

Para um desavisado - como eu até então - o acervo impressiona por contar com obras de Ghirlandaio, Correggio, Ticiano, Tintoretto, Canaletto etc. Nesta mesma ala ainda estão as cerejas do bolo, com dois quadros de Rafael e um do ateliê de Leonardo da Vinci!

O museu ainda conta com uma sala de El Greco, obras de Murillo, Rubens e van Dyck, além de uma obra conjunta dos dois holandeses.

[Dica: não deixe de ver "A Virgem Imaculada" de Francisco de Zurbarán, "São José e o Menino Jesus" de Francisco de Herrera e "A Sagrada Família" de Anton Raphael Mengs. Apesar da organização meio caótica - por razão de algumas obras talvez - não é difícil encontrá-los]


Passei o resto da tarde na Ilha Margaret (Margitsziget), um imenso parque numa das maiores ilhas do Danúbio.
Ponte de entrada da Ilha

 O local é tão calmo, os gramados tão amplos que você até se esquece que está numa agitada cidade.

[Dica: passe algumas horas na ilha, ande pelo parque, sente-se e leia um livro, tome um sorvete ou... pratique esportes, muitos húngaros vem para cá correr, jogar futebol, tênis ou pedalar]
 

Sabe aquelas praças, que estão em várias cidades do mundo, onde artistas locais acabam se apresentando e conquistando turistas de toda parte? Pois bem, aqui em Budapeste essa praça é a Vörösmaty ter.

Músico-Professor

Ali pude ver, por exemplo, um músico tocando em copos (e ensinando crianças a fazer o mesmo!) e um grupo de hare krishna entoando seus cânticos ao percorrer a praça.

É na Vörösmaty ter que nasce a rua mais interessante de Peste (a cidade baixa de Budapeste), a Váci utca, que se estende até o Mercado (Vásárcsarnok). Rua de comércio e cheia de restaurantes legais. Merece o passeio!

Um dos trechos da Váci utca

Diário de Viagem: Budapeste - Capítulo 1

24.05

Confesso que a chegada a Budapeste não foi das mais animadoras, apesar da fila de taxistas à porta do trem oferecendo transporte para qualquer lugar da cidade com a promessa de usar o taxímetro.

Mas a estação Budapest Keleti, apesar de ficar num prédio bonito, está numa região meio degradada da cidade o que, junto com a má conservação do edifício, causa uma impressão não muito boa pra quem chega.

Budapest Keleti

O povo é simpático e adora conversar, ainda mais se descobrirem que você é do Brasil, por exemplo, e gostar de futebol!


Uma caminhada pela cidade, primeiro para um lado mais feio, depois para a região da Szent Itsván Bazilika, começaram a mudar essa má impressão!

Praça em frente à Szent Itsván Bazilika
Szent Itsván Bazilika
Mas a baixa expectativa com um lugar pode ser positiva, e me explico: se você vai a uma cidade cheio de interesses a chance de o lugar te decepcionar aumenta, já que você colocou o patamar alto sem nem ao menos conhecer o lugar; por outro lado, se você deixa que as atrações e as pessoas te surpreendam, o resultado pode ser melhor.

Já que o tempo será curto por aqui também, devo pegar uma promoção daqueles ônibus que fazem passeios pela cidade.

Gerlóczy Cafe
Gosto muito deste tipo de passeio, especialmente quando tenho pouco tempo e quero ver os principais pontos do local. A promoção? É que o ingresso vale por dois dias!

[Dica: coma o Goulash - prato típico húngaro - com um dos pães da casa do Gerlóczy Cafe. Fica numa pracinha tranquila e bem agradável (Kammermayer K. tér), atrás da movimentada Kossuth Lajos utca. E não deixe de provar a sobremesa da casa feita de chocolate e raspberry. Café digno dos italianos.]


Diário de Viagem: Viena - Capítulo 4

24.05

Aqui, como em Munique, o último dia de Viena serviu apenas para empacotar as coisas e ir à estação Meidling pegar o trem para Budapeste.

Curioso, ainda na estação conheci um simpático casal de Los Angeles que também ia de Viena para Budapeste. Quem sabe não nos encontramos por aí?

Auf Wiedersehen!


Será que encontro meu trem aí?

domingo, 12 de agosto de 2012

Diário de Viagem: Viena - Capítulo 3

23.05

Quando estiver em Viena, não deixe de caminhar pela Kärntnerstrasse. É uma rua de comércio, que ladeia a Staatsoper e liga a Karlsplatz ao Stephansdom.


Um calçadão tranquilo para os pedestres, pelo menos antes das 10h da manhã, onde a disputa por espaço se resume apenas com os caminhões de suprimento aos estabelecimentos locais.

No final dela fica a Stephansplatz, praça em frente à grande catedral símbolo da cidade, o Stephansdom.

O visual interno da catedral é muito bonito, já que os vitrais multicoloridos - e a ajuda de um par de refletores em azul e vermelho - provocam um efeito ímpar para uma igreja.

Ainda conta com várias esculturas e pinturas de rara beleza, sem contar o visual externo. Belas fotos garantidas, dentro ou fora do Stephansdom!

Bem ao lado (Domgasse nº5) fica a Mozarthaus, antiga morada, hoje museu dedicado à vida e obra do artista.

Para os amantes da música clássica é um deleite, mesmo porque a produção artística de Mozart é impressionante em quantidade e qualidade.

Dê uma pesquisada na internet pra ver quanta coisa boa ele fez!

De lambuja ainda tem um quadro de Canaletto reproduzindo o Vienna Mehlmarkt (ingressos a €10).


"my wish and hope is - to have honour, fame and wealth..." (W. A. Mozart)

Voltando um pouco na Stephansplatz, à esquerda do Stephansdom, fica a Graben, uma continuação do calçadão da Kärntnerstrasse, com várias lojas e restaurantes.

Quase no fim dela, não deixe de olhar a sua direita e encontrar a St. Peterskirche, talvez modesta demais por fora mas lindíssima por dentro. Merece a visita!



Ainda pelas redondezas estão a Igreja de St. Michel, o Hofburg, a Rathaus e o Parlamento.

Agora, o Kunsthistorisches é incrível! Um museu a ser colocado na lista de qualquer pessoa que vá a Viena, ainda que por algumas horas apenas.




Ele conta com, nada mais, nada menos que uma sala com obras de Ticiano, outra de Tintoretto, três peças de Caravaggio, duas salar de Rubens, uma sala de van Dyck e uma obra prima de Rafael que vale a visita.

Ah, tem ainda no térreo o setor de antiguidades egípcias, romanas e gregas.

Bem perto dali fica a galeria Albertina, que conta com interessantes desenhos de Rafael, Michelangelo, Rubens. 

Agora, não vá esperando pinturas, especialmente depois de haver passado pelo Museu de História da Arte de Viena, o Kunsthistorisches.

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